Fica a Dica #4 – Batata doce: como escolher, como armazenar, como preparar

Quando penso em batata-doce lembro-me sempre de uma frase do Jamie: “Se não conheciam, comecem já a comer; se já comiam, dupliquem a dose”. A batata doce é um super-alimento. Trata-se de um hidrato de carbono com índice glicémico inferior à batata comum e é uma importante fonte de vitamina A (apenas superada pela cenoura) e C. Em comparação com outros farináceos, possui ainda maior aporte de fibra, cálcio e minerais e tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Melhor que isto só mesmo se soubéssemos que não tem gordura. E não tem mesmo: 0%, para ser mais precisa. É a aliada ideal para quem quer emagrecer, assim como para quem treina. Como escolher Este é talvez o ponto mais importante.  O aspecto geral da batata é o primeiro indicativo de que esta é fresca ou não.  A pele deve ser o mais lisa possível e a batata não deve estar grelada ou esverdeada. Se apresentar sinais de bolor, manchas ou podridão não comprem. Em relação ao seu formato, algumas fazem pequenas dobras e não há mal nenhum nisso. Só é mais difícil descascá-la (se é que a descascam). O único truque que eu uso (e que uma tia me ensinou) é o,...

Continuar a ler

Fica a dica #3 – Risotto: o grão do arroz e a preparação

A última receita de risotto (esta aqui) despertou particular interesse em quem nos lê. À caixa de e-mail e às mensagens do Facebook chegaram algumas dúvidas e, sobretudo, duas perguntas principais: 1) Qual é o melhor arroz para risotto; 2) Se há algum segredo na sua preparação Cerâmicas DaTerra Parece-me mais sensato responder através de um único post, até porque, imagino, outras pessoas quererão saber o mesmo. Vamos por partes: 1) Há três tipos de grão de arroz próprio para risotto: O arbório é de todos o mais popular, o mais barato e o mais fácil de encontrar nos super e hipermercados. Mas não vão ao engano: na embalagem não vão ler “arroz arbório”, mas, sim, “arroz para risotto”. É uma técnica de marketing tão válida como qualquer outra, que tenta facilitar a vida ao consumidor. Ou, pelo menos, não o deixar na dúvida perante a miríade de arrozes na prateleira. Se é pouco esclarecedora? Talvez. Eu, por exemplo, gosto de saber exactamente aquilo que estou a comprar.O grão do arbório sendo curto é o mais longo dos três. Possui uma quantidade de amido menor e absorve mais caldo, pelo que o tempo de cozedura também é superior aos restantes: aproximadamente,...

Continuar a ler

Fica a dica #2 – pão ralado caseiro

Não me lembro da última vez que comprei pão ralado. Uma embalagem não é cara e é, muitas vezes, indispensável para confeccionar determinados pratos. Mas já repararam no que contém cada saquinho de 300 g?  Fazer pão ralado em casa é muito simples.  Para este que vos sugiro, precisam apenas de um processador de alimentos e de ingredientes que temos sempre na despensa. A piada de fazermos este processo em casa – para além do óbvio de sabermos o que comemos – é podermos variar e conferir diferentes sabores e texturas ao pão. Este que vêem na imagem tem um aspecto mais granulado que o habitual. Uso-o para panar bifes, para polvilhar bacalhau (antes de ir ao forno) ou até para misturar em carne picada quando faço almôndegas. INGREDIENTES 200 g de pão de centeio (ou integral) 1 dentes de alho grande, sem gérmen (ou dois pequenos) 3 raminhos de salsa 1 fio de azeite PREPARAÇÃO Num processador de alimentos, juntamos o pão, os dentes de alho e a salsa e trituramos até obter a textura desejada (na Bimby: 15 seg/vel. 7). Adicionamos um fio de azeite e voltamos a triturar (na Bimby: 10 seg/vel. 7). Notas:  1) se preferirem,...

Continuar a ler

Fica a dica #1 – salsa vs. coentros

Inauguramos hoje uma nova rubrica. A partir de agora há dicas e truques aqui no blogue. São sugestões para simplificarem a forma como cozinham, para melhorar os vossos pratos, para torná-los mais saudáveis. Formas para economizarem tempo ou, ainda, ideias para tirarem o máximo partido dos alimentos (O que fazer quando nos enchem a casa com limões? Como podemos usar aqueles tomates que estão demasiado maduros?). Haverá também sugestões sobre produtos que são verdadeiros achados (os de marca branca incluídos) ou outros que não funcionam de todo. Sabiam, por exemplo, que a salsa quanto mais picada for mais sabor liberta, ao contrário dos coentros, que deverão ser sempre picados grosseiramente? Fica a primeira. Têm outras dicas para a troca?

Continuar a ler