Bolo de curgete e limão

– “Curgete num bolo, Ana?” – parece que vos oiço daí, a questionar o ecrã do computador ou telemóvel ou tablet enquanto franzem o sobrolho, como quem espera respostas de um objecto inerte. Esperem. Não fechem este post antes de lerem o que tenho para vos dizer. Dou-vos algumas razões para não desistirem desta receita antes mesmo de começarem: a curgete é comestível (e isso quase que bastaria), tem inúmeras vitaminas (a maioria na casca, daí a usarmos) e não tem um sabor dominante no bolo. Aliás, praticamente impercetível. E, por último, só mais uma a meu favor: o princípio da confiança. Alguma vez vos apresentei uma coisa má? INGREDIENTES 250 g de curgete com casca, finamente ralada Raspa de um limão 3 ovos biológicos 100 g de açúcar amarelo 90 g de manteiga magra sem sal (à temperatura ambiente) 200 g de farinha de espelta branca 1 colher de café (rasa) de canela em pó 2 colheres de chá de fermento em pó para bolos 1 colher de sopa de sementes de papoila 1 colher de sopa de água a ferver (opcional) PREPARAÇÃO Pré-aquecemos o forno a 180º C. Depois bem lavada, ralamos a curgete para uma taça, espremendo com,...

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Banoffee Alasca [ou a mais decadente sobremesa deste Natal]

O título deste post não é inócuo nem é uma hipérbole.  Quando recebi o livro com As Receitas de Natal do Jamie Oliver, da Porto Editora, seleccionei algumas sugestões que gostaria de replicar na minha cozinha. De mini post-its em riste, lá fui eu colorindo o livro com os sinais que o meu cérebro me ia enviando, sempre muito mais focado em doces do que em salgados. Nada a fazer. Sinal ou não, certo é que passei na página da Banoffee Alasca várias vezes.  Muitos passos, receita demorada, aspecto divinal. Eu que gosto muito de desafios, achei que este podia ser superado com sucesso graças aos ingredientes que tinha facilmente ao meu alcance em qualquer supermercado (só não encontrei o xarope de café, mas já vos conto como contornei isso) e com utensílios básicos (o mais invulgar pode ser o termómetro para medir o ponto de açúcar da calda). Enfim, tinha tudo para dar certo – e deu muito certo. Vamos por partes: A boa notícia é que é uma receita fácil e terminei-a a tempo de fotografar com luz natural;  A má notícia é que dá trabalho. Ou melhor, é muito demorada. O autor diz que demora uma hora,...

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